OS MAIS LINDOS VILAREJOS DA FRANÇA

enduradas em colinas ou não, as vilas resgatam um passado histórico medieval que hoje parece desprendido de um livro de ficção. Esses refúgios distantes das metrópoles aceleradas ainda guardam suas pedras centenárias e uma natureza que não sofreu tantos retoques. Tão importante é a sua conservação que há, inclusive, uma associação para protegê-las, a Les plus beaux villages de France, que reúne em seu site inúmeros recônditos pontos para conhecer, a maioria com site oficial para buscar mais detalhes. Selecionamos cinco dos mais lindos vilarejos de diferentes regiões da França para dar um aperitivo do que você encontrará quando se perder nas estradas:

Gordes, Provence

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Gordes já era um povoado desde o tempo do Império Romano, o que lhe relegou uma arquitetura defensiva e imponente, com labirintos de pedras debruçados sobre a colina. Tido como um dos mais belos vilarejos pela associação Les plus beaux villages de France, ele guarda um castelo renascentista que hoje desempenha o papel de museu, dispondo obras do pintor belga Pol Mara. Outro símbolo são as casas de pedra construídas em formato de iglu na vila de Bories. A Abadia de Senanque é o ponto alto, especialmente quando, na extensa área externa, a lavanda floresce. Aliás, não deixe de garantir o seu “miel de lavande” quando for até lá.

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Etretat, Normandie

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A região costeira de Etretat ostenta esculturas naturais chamadas falésias, que mais parecem portais esculpidos pela natureza. O impressionante é que essas estruturas gigantescas se estendem por cerca de 140 km de extensão, e cada pico tem um nome diferente. O mais famoso é o Porte d’Aval, com um formato único, construído graças a força dos golpes das ondas durante milhares de anos. Além do bálsamo de belezas naturais, que já inspiraram Guy de Maupassant e Monet, a Capela de Notre-Dame, com sua torre pontiaguda, também vale ser vista. A programação cultural do lugar é intensa, preenchida com concertos e festas temáticas todos os anos.       

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Riquewihr, Alsace

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Os vinhedos dessa porção de terra em Alsace percorrem colinas a fio, e são responsáveis por produzir excelentes vinhos, o que deu a região o apelido “perle du vignoble”. Mas, para além das taças degustadas, os chalés coloridos e embrenhados nas montanhas fazem crer que se está andando entre casinhas de boneca, com praças e fontes pipocando pelas ruas. Riquewihr também é contemplado com o selo Les plus beaux villages de France, sendo uma típica vila alsaciana com ares medievais. O castelo de Wurtemberg é um dos pontos altos culturais, adquirido pelo conde da cidade homônima alemã em 1324. Se o desejo é conhecê-la no friozinho, aproveite para pegar a temporada do marché de noël.

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Auxerre, Bourgogne

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As torres da enorme Catedral Saint-Étienne d’Auxerre são vistas desde o rio Yonne, que margeia a vila. De estilo renascentista, ela foi construída entre 1215 e 1233, ficando pronta somente por volta de 1560, completando três séculos de empenho para ser vista desde muito longe. Já a praça principal Charles-Surugue, feita exclusivamente para pedestres, parece saída de um filme de ficção fantástica, com um portal medieval dispondo um majestoso relógio. A Abadia Saint-Germain, erguida há mais de mil anos, completa o pacote histórico que Auxerre tem a oferecer. Não deixe de fazer um passeio noturno, quando o rio recebe o brilho das luzes.

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Ornans, Franco Condado

Beautiful little town at the Loue river in France

Terra do pintor Gustave Courbet, pioneiro na arte realista, Ornans é parada obrigatória para quem quer conhecer a coleção de suas obras, em exposição no Musée Courbet. As paisagens bucólicas da vila se orgulham de ter participado de tantas telas do pintor, tal como Vue d’Ornans, e para quem quiser explorar a veia artística, há vários ateliers de pintura oferecidos. Outras surpresas estão muito bem escondidas, como as grutas e cavernas na região, além de opções mais aventurescas, como escaladas nos penhascos e canoagem.

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ORIGEM DAS PALAVRAS: COMIDAS FRANCESAS

O vocabulário gastronômico tem derivações bem variadas. Canapé, por exemplo, teve origem em uma peça de mobiliário do século XIV. Já quiche e baguette tem berço em palavras de outras línguas, como alemão e italiano. Selecionamos os clássicos da culinária e pesquisamos suas etimologias para você conhecer a história que vai além do paladar.

Canapé

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A palavra, em sua origem, remete a uma peça de mobiliário, o sofá, da época do rei Luís XIV. Já o tira-gosto canapé, que consiste em uma pequena fatia de pão ou torrada sobre a qual se coloca alguma iguaria, derivou desse termo por ser pequeno e não necessariamente ter de ser comido à mesa, mas sim na sala de estar. Très curieux!

Croquette

Three small breadcrumbed fried food roll containing, mashed potatoes with fish, meat or vegetables

Do verbo croquer, que em francês significa mastigar ou morder, o croquette deriva do verbo por ter uma casquinha bem crocante, que sonoramente combina com o ato de mastigar e sentir o alimento “estalar na boca”. O croquette é servido frito e seu recheio pode variar bastante, desde batatas com queijo até carnes.

Quiche aux Champignons

quiche Lorraine with chicken, mushrooms and broccoli on the table

A palavra vem do alemão küchen, que significa “bolo” ou “torta”. O surgimento na França remonta ao século XVI, na cidade de Nancy. Já o champignon é um tipo de cogumelo bem presente em território francês. O champignon de Paris, por exemplo, é o mais consumido no mundo e bem popular no Brasil.

Croissant

Fresh baked croissants

Do francês, croissant quer dizer crescente, e o formato do pão em meia-lua provém daí. O croissant é o queridinho das boulangeries, famoso pela sua massa folhada e amanteigada, que desmancha na boca. A rainha Maria Antonieta foi quem introduziu essa délice na França, que é originalmente de Viena, também sua terra natal.  

Pão francês

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O indispensável pãozinho francês do Brasil era bem diferente até o fim do século XIX, pois tinha coloração e miolo escuros. O formato tal qual o conhecemos teve inspiração nos pães de Paris, que tem casca dourada e miolo branco. Não demorou para ele chegar por aqui, pois as famílias ricas, depois de viajarem para a França, pediam aos seus cozinheiros para reproduzir a receita e imitar o pão que comiam quando viajavam. Portanto, não existe pão “francês” na França, d’accord?

Baguette

Homemade french bread in Basket

A palavra se origina do francês baguette, que se traduz em “pão fino e comprido”. Indo mais a fundo, ela deriva da palavra italiana bacchetta, que quer dizer “bastão” ou “vareta”. O formato longo e fino desse pão, que pode atingir até 60 centímetros, é um dos mais procurados na França, e não é raro vermos alguém caminhar pelas ruas com uma baguette debaixo dos braços e uma garrafa de vinho para o jantar.

Soufflé

cheese souffle

A massa aerada, que parece que foi assoprada por alguém, tem a ver com o termo francês “souffler”, ou seja, soprar, respirar. Poétique, non? A textura leve depende de como a clara em neve é preparada, que deve ser muito bem batida para que não perca o ar ao sair do forno, e assim acabe murchando. O suflê, como é chamado no Brasil, pode ser comido doce ou salgado.

Fondue

Cheese fondue – piece of bread (croutons) in a liquid cheese

Somente o nome é francês, pois o prato é tipicamente suíço, sabia? O fondue é normalmente feito de queijo derretido, que antigamente era colocado e fundido em grandes quantidades em um caldeirão. Quando os franceses decidiram aproveitar a ideia de banhar pães em queijos quentinhos, veio o nome fondu, ou seja, fundido em francês.

Crème brulée

Creme Brulee On A Blue Board With A Hand Holding A Spoon And Taking A Piece Of It

O emblema do doce é sua crosta de açúcar, que permanece por cima do creme e é queimada com um maçarico para que fique dourada e crocante. O nome tem sua origem dessa etapa, que quer dizer literalmente “creme queimado” em francês.

Mousse

homemade chocolate mousse

Bem leve, assim como o soufflé, mousse significa “espuma” em francês, e sua consistência é mesmo bem parecida, tanto que é conhecida como “sabor da nuvem”. Pode ser preparada doce ou salgada e também usada como complemento em alguns pratos.

Petit-gâteau

petit-gateau-capa 

Na França, é conhecido como moelleux au chocolat, e o nome tal qual se popularizou no Brasil, petit-gâteau, significa “pequeno bolo” em francês.Já a origem da receita é americana, e segundo reza a lenda, um chef aprendiz aqueceu demais o forno, fazendo com que o bolinho ficasse consistente por fora, e cremoso por dentro. Tradicionalmente, é servido junto a um sorvete para divertir o paladar com a mistura quente/frio.

 

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CURIOSIDADES SOBRE O GRAND PALAIS

Assim como a Torre Eiffel, o Grand Palais foi inaugurado para a Exposição Mundial de 1900, evento que teve o objetivo de mostrar ao público inovações tecnológicas, as novas aspirações das artes e celebrar as conquistas do século. Joia arquitetônica, ele serviu como uma vitrine do estilo art nouveau, cheio de adornos e curvas, como pode ser visto em sua porta de entrada e em sua cúpula toda de vidro. Conheça alguns fatos sobre a sua história:

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A cúpula de vidro, também chamada de nave, durante evento

Exposições separadas em salões

O Grand Palais abrigou exposições que se dividiam entre os vários salões, cada um restrito a uma temática diferente: salão dos artistas franceses, dos artistas independentes, dos pintores, gravadores e litógrafos, além dos salões técnicos, que tinha entre os destaques o salão do automóvel. Outros salões eram mais inusitados, e contavam com exposições de aparatos de uso doméstico, por exemplo.

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Detalhes da escadaria do Grand Palais 

Em 1964 foram criadas as Galeries Nationales du Grand Palais, ainda em atividade e  destinadas a receber mostras temporárias, como a de Pablo Picasso, em 1966, e outras atuais, como a retrospectiva de Rodin, que traz 200 obras do artista, em cartaz até julho deste ano. O teto de vidro art nouveau é uma obra à parte, e as exposições costumam receber uma grande quantidade de trabalhos, que ficam expostos de três a quatro meses ao público. As Galeries  permanecem abertas somente quando as mostras temporárias acontecem, então é bom checar o site antes de ir.

Bande-annonce da exposição de Rodin:


Pista de gelo no inverno

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Pista de gelo montada durante o inverno

Os meses mais gélidos reservam aos parisienses a oportunidade de ir e vir em pistas de gelo espalhadas pela cidade, mas a maior e mais bonita delas é, sem dúvida, a do Grand Palais, onde o espaço destinado às exposições ganha um tapete de gelo com pista de dança – comandadas por DJs! – todas as noites. A pista é montada em dezembro, e segue em atividade até janeiro, sendo depois desmontada para que o Palais volte a se recompor do inverno e abrigar exposições. O ambiente é fechado, mas o teto de vidro, as luzes, e a atmosfera de festa tornam esta uma atração indispensável, nem que seja só para ver o pessoal patinando.

Já foi um hospital militar

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Soldados no Grand Palais durante a Primeira Guerra, em 1916

O Grand Palais passou por momentos sombrios em sua história, já que está de pé desde quando as duas guerras mundiais aconteceram. Durante a primeira delas, o lugar serviu como um hospital militar, abrigando as tropas em camas espalhadas pelos enormes salões, e também disponibilizando tratamentos de fisioterapia, hidroterapia e radioterapia aos soldados feridos. As ações foram tão bem elaboradas que alguns conseguiram voltar à batalha. A arte, ainda assim, era mantida e posta à serviço daqueles que precisavam: alguns escultores e artistas se mobilizaram para desenhar próteses e decorar os quartos, tornando o tempo no hospital mais suportável.

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Ginásio montado para soldados na Primeira Guerra 

Na Segunda Guerra, porém, a ocupação alemã usou o palácio prevendo dois objetivos: como um depósito de caminhões e para fazer exposições devotadas à propaganda nazista. A primeira foi chamada La France européenne, e a segunda La Vie nouvelle. Ambas tiveram, felizmente, fracasso de público.

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Exposição montada pelos nazistas, já na Segunda Guerra 

O Petit Palais

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Fachada do Petit Palais. A porta art nouveau é bem semelhante ao Grand Palais

Também construído para a Exposição de 1900, o Petit Palais é sede do Musée des Beaux-Arts de la Ville de Paris, e guarda desenhos medievais e renascentistas, tapeçarias, objetos de arte, além de pinturas e esculturas francesas do século XIX. O edifício é um complemento ao Grand Palais, instalado bem à frente, e tem um museu gratuito que vale a visita, com obras de Delacroix, Rodin e Toulouse-Lautrec. A cafeteria com vista para o jardim é outro ponto alto, ideal para relaxar de um passeio. Bem no burburinho das atrações turísticas, próximo a icônica avenida Champs-Élysées, ele permanece aberto o tempo todo, diferente de seu “irmão mais velho” Grand Palais.

Veja o vídeo oficial do Grand Palais:


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TOP 10: MÚSICAS PARA TREINAR SEU FRANCÊS

Seja pelo ritmo calmo ou pela articulação do cantor, algumas músicas parecem ser mais fáceis de ser entendidas em francês. Selecionamos chansons clássicas e outras composições mais modernas para você treinar seu ouvido e conseguir identificar alguns mots em francês sem dificuldade:

1. Parlez-moi de lui (Françoise Hardy)

A voz doce e calma de Françoise Hardy nessa canção de melodia triste facilita a compreensão de algumas palavras. Outras músicas da cantora também são igualmente bem compostas, como Le Soleil, que tem um ritmo gostoso e um refrão que gruda no ouvido.


2. J’aime Paris Au Mois De Mai (ZAZ)

Em dueto com Charles Aznavour, ZAZ canta uma das músicas que compõem o álbum Paris, especialmente dedicado a homenagear a capital. É possível perceber quantos detalhes a fazem “amar Paris no mês de maio”, como dito no título da canção.


3. La Javanaise (Serge Gainsbourg)

O ritmo é perfeito para dançar coladinho e a voz pausada de Serge faz com que o entendimento fique mais fácil. Ele também tem várias outras composições de estilos ecléticos, do jazz ao reggae.


4. L’Amour (Carla Bruni)

A voz rouca de Carla Bruni dá bastante espaço entre as palavras. O ritmo é romântico e à primeira vista pensamos que a ex primeira dama vai falar sobre como é bom amar… Mas a letra corresponde ao contrário: “L’amour, hum hum, pas pour moi”, em tradução “O amor, hum hum, não foi feito para mim”.


5. Sous le ciel de Paris (Juliette Gréco)

Ao regravar a música, a cantora e atriz Juliette Gréco, a tornou um sucesso! Tanto que, muitos anos depois, é ZAZ quem a leva para shows mundo a fora. A chanson fala sobre a l’art de vivre de Paris de forma bem romântica.


6. Laisse tomber les filles (France Gall)

A repetição do título da canção, “Laisse tomber les filles”, em tradução, “Deixe as garotas em paz”, é quase exaustiva, mas as batidas da percussão e a levada jazz tornam a música divertida. Composta por Serge Gainsbourg, ela é cantada na voz aguda de France Grall, e é possível “pescar” algumas palavras.


7. Sympathique (Pink Martini)

Mesmo cantada e composta por uma banda americana, a música é praticamente uma aula de francês, especialmente se acompanhada do vídeo clip, bem explicativo. Algumas frases-chave como “Je ne veux pas travailler” e “Je ne veux pas déjeuner” ditam o refrão e são faladas de forma bem clara e precisa.


8. Tu veux ou tu veux pas (Brigitte Bardot)

A música é uma adaptação da canção brasileira “Nem Vem que não tem”, gravada por Wilson Simonal. A versão francesa traz a voz de Brigitte Bardot, que faz as indagações da letra de forma bem articulada, perguntando: “Tu veux ou tu veux pas”, em tradução “Você quer ou não quer?”.


9. Papaoutai (Stromae)

As batidas hip-hop dançantes de Stromae já são presença constante nas pistas por aí. A letra de Papaoutai pergunta no refrão “Où t’es, papa, où t’es?”, em tradução, “Papai, onde está você?”, daí o título da música. Com várias repetições, é fácil identificar a questão e também algumas críticas feitas ao papel do pai na criação dos filhos.


10. Samba de mon coeur qui bat (Coralie Clément)

O sambinha bem pausado é ótimo para conseguir acompanhar a letra cantada pela doce Coralie Clément. Sem agitos, a música é quase uma bossa nova, e trata de uma decepção amorosa.


 

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TOP 5: CURIOSIDADES DA POLINÉSIA FRANCESA

Pontilhando o Oceano Pacífico, a Polinésia Francesa faz parte do território ultramarino da França, o que  garante que por lá seja possível praticar o francês, língua oficial junto a outros idiomas polinésios. Naturalmente esculpida, com praias implacáveis e um povo de rica tradição cultural, o arquipélago com mais de 100 ilhas é o cenário de uma animação da Disney, Moana, que estreia 5 de janeiro no Brasil. Além do filme, a Polinésia serviu de inspiração às obras de Paul Gauguin, pintor francês pós-impressionista que retratou taitianas em seus quadros mais prestigiados. Conheça as curiosidades da Polinésia Francesa e de seus pedaços de terra perdidos no oceano:

1) Capital das pérolas negras

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As lagoas quentinhas e límpidas são verdadeiros berços de formação das pérolas mais raras do mundo, de coloração escura. A maior parte delas tem sua origem na ilha de Manihi, a maior produtora mundial, por meio da técnica da inseminação artificial. Já o processo natural acontece quando um grão de areia fica preso em um tipo específico de ostra, chamado Pinctada margaritifera, e como forma de proteção a este corpo estranho, a ostra começa a criar camadas ao redor do grão e voilà: a pérola ganha forma. As cores são bem variadas, indo do negro ao azul, bronze, e até mesmo rosa. Intéressant!

2) A tatuagem é uma tradição

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A arte de se tatuar está presente na Polinésia há cerca de 2 mil anos e traz uma série de símbolos que podem ser combinados para criar significados distintos, que geralmente remetem ao poder espiritual, força e proteção para quem os carrega na pele. Alguns relatos do diário de bordo de James Cook, capitão inglês que explorou a região no século XVIII, descrevem a tradição dos nativos, e o termo “tatu”, cunhado pelos taitianos, chegou à Europa logo após retornar de suas expedições. Daí o termo “tattoo”, como normalmente se traduz o costume de imortalizar desenhos sobre a pele.

3) Flores por toda a parte

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As flores polinésias são simbólicas e expressam até mesmo o estado civil das mulheres, dependendo do lado em que carregam a flor atrás da orelha. A Tiare Tahiti é uma delas, encontrada nos típicos colares dados aos turistas em sinal de boas vindas. Muito mais rara é a Tiare Apetahi, espécie de gardênia branca que é o emblema de Raiatea, a segunda maior ilha. Os nativos acreditam em uma lenda para sua origem no Monte Tehemani, único lugar no mundo em que é encontrada, intrigando botânicos. Segundo a história, a flor nasceu após uma mulher ter seu coração partido ao não ser autorizada a casar com o filho do rei.

4) Rica em cultura popular

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Além da essência tropical que transborda na porção de ilhas do arquipélago, a cultura da região é marcada por danças e músicas tradicionais que remontam desde a época pré-colonial. A valorização da espiritualidade também é vista nos vários maraes, locais sagrados espalhados pelas ilhas e que antigamente funcionavam para cultuar os deuses. Um deles, Taputapuatea, ao sul de Raiatea, é o mais famoso e serviu para reunir figuras importantes de toda a Polinésia e até da Nova Zelândia há cerca de mil anos atrás.    

5) Sombra e água fresca nos bungalows

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As praias que parecem ter saído de um generoso sonho podem ser aproveitadas durante toda a estadia em casas suspensas sobre o mar turquesa, chamadas bungalows. Os hotéis estrelados, especialmente os de Bora Bora, a ilha mais cara para se hospedar, oferecem acomodações nesse estilo por uma pequena fortuna. Seguindo o estilo rústico, com telhado de sapê, as casas não precisam de adornos luxuosos, pois é impossível competir com um cenário tropical como esse, vous êtes d’accord?

TOP 5: SÉRIES FRANCESAS QUE VALEM A PENA

Difícil encontrar quem não esteja acompanhando ao menos um seriado, ou vários juntos, e acumule uma boa dose de ansiedade a cada temporada, fugindo dos onipresentes spoilers. Além de serem uma distração, os enredos conseguem nos aproximar da língua e da cultura de um país. Se o objetivo é afinar o francês, eles certamente são uma ferramenta muito bem-vinda para trabalhar o ouvido, a dicção, e descobrir novos vocabulários – você pode ver aqui boas dicas de memorização também! Selecionamos as séries mais elogiadas pela crítica, voilà:

Les Revenants

Com roteiro de inspiração sobrenatural, a trama acontece em uma pequena cidade francesa, onde várias pessoas dadas como mortas reaparecem do nada, como se nada tivesse acontecido. Criada por Fabrice Gobert, é uma adaptação do filme homônimo “Eles Voltaram”, em tradução para o português. A cidade no interior na França acaba desnorteada com o retorno dos mortos, que tentam se ressocializar novamente junto aos vivos. Bizarre, non? A série deixa um gostinho de tensão e suspense saborosos, que são degustados enquanto os revenants agitam e tumultuam a cidade.


Un Village Français

Perfeita para quem prefere tramas históricas, a série é um sucesso na França e usa o período da ocupação alemã como deixa para o desenrolar da narrativa, que acontece na cidade francesa fictícia de Villeneuve. Nessa nova configuração, que se dá entre 1940 e 1945, muitos moradores são mortos enquanto os que restam devem se curvar ao regime alemão e suas imposições além de realinhar sua rotina com as ordens vindas dessa nova presença estrangeira.


Engrenages

A receita típica de muitas séries é a ficção policial, que se desenrola ao redor de um crime que precisa ser solucionado. Em Engrenages, também conhecida como Spiral, a história é muito bem desenvolvida e, junto ao sistema judiciário francês, as mortes assombrosas são desmistificadas com maestria. A rotina de trabalho em conjunto dos detetives, advogados, procuradores e juízes é  mostrada, enquanto o espectador se deixa levar por uma série de questões até que os nós de suspense sejam desfeitos. A série fez muito sucesso tanto na França como nos mais de 70 países em foi exibida.

Braquo

Com altos níveis de audiência, a série acompanha a routine de policiais que trabalham em Hauts-de-Seine, na França. Depois do suicídio de um comandante, acusado de violência contra um suspeito, os quatro policiais personagens principais da história começam uma investigação com o objetivo de limpar o nome do amigo e sua honra. Para conseguirem provas de que ele é inocente, porém, burlam regras e perseguem órgãos públicos. A primeira temporada registrou recorde de público, desbancando muitas produções americanas que prezam pelo mesmo tipo de enredo.

Marseille

Série produzida para a Netflix, Marseille conta com Gérard Depardieu como protagonista, desempenhando o papel de presidente da câmara da cidade francesa que dá nome ao seriado. O jogo político é o pano de fundo de toda a narrativa, centrada na passagem de poder do presidente da câmara para seu filho, ocasião que serve de estopim para uma disputa e guerra de egos pelo controle de Marseille. Não vai ser fácil passar o bastão!  

VISITAS NOTURNAS EM PARIS: MUSEUS

Economizar tempo é fundamental para conseguir visitar todas as atrações que te esperam em Paris, e perder tempo em filas homéricas pode atrapalhar os planos, né? Se os museus estão na sua lista, a dica é conhecê-los em visitas noturnas, deixando o dia livre para fazer atividades en plein air. Abaixo, selecionamos alguns que oferecem essa possibilidade:

Le Musée du Louvre

Bien sûr! Não podíamos esquecer dele, dono de filas que roubam horas e horas dos turistas. A dica é realizar as visitas às quartas-feiras, dia em que é possível perambular até às 22h, e assim garantir o tour por essa destination incontournable.

Centre Georges Pompidou

O complexo de arte é símbolo do poder de criação moderna, e permanece aberto até às 21h todos os dias. Nas quintas-feiras, o horário é ainda mais estendido, indo até às 23h para as exposições temporárias.

Le Palais de Tokyo

Também dedicado à arte moderna e contemporânea, o nome do lugar faz alusão à Avenue de Tokio, como era chamada a avenida próxima ao museu entre os anos 1918 e 1945, além da Place de Tokyo, localizada bem em frente. O horário de visitação é generoso: até meia noite!

Le Musée Rodin

As coleções do escultor estão bem guardadas nesse espaço, que fica no 7e arrondissement. Além de observar seu trabalho cuidadoso, o visitante pode relaxar no jardim tranquilamente até às 20h45 nas quartas-feiras.

Musée du Quai Branly

Aproveite que já vai estar no 7e arrondissement depois de conferir o Musée Rodin e visite o Quai Branly, especializado nas artes das civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas. Os curiosos podem se perder no tempo até às 21h.

La Fondation Cartier

No Boulevard Raspail, onde também fica a Alliance Française Paris, a Fondation Cartier proporciona uma visitação noturna às terças-feiras, às 22h, enquanto que nos outros dias, exceto na segunda-feira, o horário vai até 20h. A arte contemporânea é o foco das obras lá alocadas.

Le Grand Palais

Com exposições de grande sucesso popular, o Grand Palais organiza visitas às quintas e sextas-feiras até às 22h. Vale a pena conhecer este que é um dos espaços mais famosos, com sua incrível grande nave de vidro.

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TOP 3: CURIOSIDADES SOBRE GUSTAVE EIFFEL

Gustave Eiffel, que empresta seu sobrenome ao maior símbolo da França: a Tour Eiffel! Separamos algumas curiosidades para além de sua obra prima:

Bordeaux foi cenário de seu primeiro projeto

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Bem cedo, aos 26 anos, Eiffel se dedicou ao projeto de uma ponte ferroviária de mais de 500 metros, o que já demonstrava sua habilidade em projetar construções baseadas na utilização de estruturas metálicas. Hoje, a obra denominada Passerelle St Jean, está desativada, mas faz parte do conjunto de monumentos históricos protegidos, que desde 1860 liga Garonne à Bordeaux.

Obras espalhadas por Portugal

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Eiffel não restringiu seu talento apenas à França. A emblemática Ponte Maria Pia, que passa sobre o Rio Douro, em Portugal, é de sua autoria. Outras obras estão espalhadas pela América Latina, mas colocam sua autoria em dúvida: é difícil provar a participação de Eiffel, e a história acaba ficando meio nebulosa quanto à identidade do projetista. O que é certo é que em Portugal sua influência foi maior, tendo o francês inclusive morado no país.

Teve participação na Estátua da Liberdade

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Já é sabido que a estátua foi um presente dos franceses aos americanos, em comemoração ao centenário da independência dos Estados Unidos, sendo então um símbolo da boa relação entre os dois países. O que poucos sabem, no entanto, é que a estrutura de ferro foi projetada por Eiffel. Oui! Sua intervenção foi essencial para que a escultura de Frédéric Auguste Bartholdi, também francês, saísse do papel e enfeitasse Nova York. 

 

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TOP 3: SITES PARA TREINAR A FONÉTICA

Na hora de se expressar oralmente, a língua francesa pede que prestemos atenção em algumas regras de pronúncia. As liaisons, por exemplo, são espécies de ligações que temos de fazer entre as palavras para pronunciá-las corretamente, mas temos ainda várias outras constantes que podem ser aprendidas com a prática. Para te ajudar, separamos 3 sites que te ajudam a consolidar a fonética também fora da sala de aula:

Podcast Français Facile

Bem completo, há vários podcasts na aba “phonétique” que podem ser ouvidos e repetidos pelo aluno. O melhor é que são separados por categoria, por exemplo: “liaisons obligatoires”, “les sons E – OU”, “nasalisation e dénasalisation” e muitos outros, sendo que cada categoria vem com exercícios de fixação. Acesse aqui

Parlons Français com a TV5MONDE

A emissora francesa disponibiliza, em seu site, um espaço excelente para o aprendizado do idioma, e se a ideia é melhorar a pronúncia e a entonação, os vídeos curtos te ajudam a encontrar o som perfeito! Dá para filtrar por nível de conhecimento do idioma, e o mais legal é que os vídeos são dinâmicos e engraçados. Acesse aqui.

Phonetique.free

Ainda que tenha o layout antigo, o site reúne exercícios interessantes e é inteiramente dedicado à fonética. As divisões por “alphabet”, “phonèmes”, “autres” e “virelangue” facilitam a organização por conteúdo, e os áudios são perfeitos para treinar a escuta e reparar na sonoridade das palavras. Acesse aqui.

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